19 de jan. de 2009

23º dia - 18.01.09: Maringá/São Paulo

Fomos a pé até a catedral de Maringá. Ela tem o interessante formato de cone, tanto por fora quanto por dentro, bem simples e instigante. Parece que é possível subir até um mirante por dentro dela, mas como era domingo pela manhã não seria possível.
Malas no carro, seguimos para os últimos 600 km da viagem. Tudo correu bem, apesar da forte chuva quase até SP e o cansaço de vários dias acordando cedo e dirigindo muito, hehe.

22º dia - 17.01.09: Foz do Iguaçu/Maringá

21º dia - 16.01.09: Puerto Iguazu/Foz do Iguaçu

16 de jan. de 2009

20o dia: 15.01.09: Sao Miguel das Missoes/Puerto Iguazu

19o dia - 14.01.09: Paso de Los Libres/ Sao Miguel das Missoes







18o dia - 13.01.09: Cordoba/Paso de Los Libres




17o dia - 12.01.09: Alta Gracia/ Villa Gral Belgrano

Acordamos cedo e lá estava ela de novo: a chuva!! Havia chovido a noite inteira e não podíamos acreditar que mais uma vez pegaríamos chuva em Córdoba...Desanimador!!
Ainda assim decidimos que iríamos ao menos no Museu do Che, em Alta Gracia, e em Villa General Belgrano.
Logo na circunvalacion vimos que o tempo estava abrindo na direção de Alta Gracia e ficamos bem mais aliviados. Chegando no Museu do Che (estava aberto!!) soubemos que haveria uma visita guiada logo e resolvemos aguardar. O museu é maravilhoso, vale a pena conhecer!! Nos fez sair de lá com muitas inquietações e até um pouquinho de angustia...

A visita rendeu boas reflexões durante todo o passeio e todo o caminho de volta.
Fomos então para Villa Gral Belgrano, uma colônia alemã, onde também é realizada a Ocktoberfest. A cidade lembra muito Monte Verde e Campos do Jordão, com casinhas de madeira, estilo típico alemão.

Almoçamos em um restaurante alemão e nos deliciamos com uma porção de vários tipos de salsichas, chucrute e batatas, acompanhado de cervejas artesanais da região.

No caminho de volta para Córdoba conversamos muito sobre a história de Che, sobre a juventude, sobre os dias de hoje, sobre nossas aspirações e nossos anseios.

Fui dormir pensando em tudo isso...

16o dia - 11.01.09: Merlo/Altas Cumbres/Cordoba

Saímos de Merlo e fomos em direção as altas cumbres de Córdoba. Decidimos pegar uma estrada mais sinuosa e demorada para passarmos por pequenos pueblitos e vilas também coladas à montanha.
Dentre as cidadezinhas, passamos por Yacanto, cheia de casinhas antigas e construções bem conservadas. Nem as fotos são capazes de transmitir o clima destes lugares, pequenos, acolhedores, encantadores!!


Em todas estas cidades havia restaurantes servindo parrilladas e chivitos.
Finalmente em Villa Las Rosas, uma cidadezinha um pouco antes de Nono e Mina Clavero, experimentamos o famoso chivo.
O chivito tem uma carne muito saborosa e suculenta e ao nosso ver, nada parecida com a de um porco. Aliás, fizemos uma pesquisa na internet e descobrimos que o chivo não tem mesmo nada a ver com um lechone. Sabe lá de onde esta mulher tirou essa idéia. Pedimos um chivito no vinho branco para compartir. Nosso primeiro almoço em um dia de viagem. Vimos que comer durante a viagem realmente não é muito legal porque nos deixa meio sonolentos. Mas valeu a pena, pelo chivito!!!
Seguimos viagem passando pelas montanhas das altas cumbres, cheia de rochedos, com um clima meio desértico. Uma paisagem realmente incrível e diferente de tudo que já tínhamos visto. Desta vez, sem a neblina, foi possível avistar Villa Carlos Paz, Córdoba e um lago em direção a Alta Gracia. Uma paisagem muito bela.
Passamos por Villa Santo Antonio e paramos para conhecer o rio que corta Carlos Paz. Aqui as pessoas constróem casas viradas para o rio, como um pé na areia, só que ao invés da praia, tem o rio na frente. No rio havia algumas famílias, alguns levavam cadeiras de praia e ficavam sentados dentro da água, tomando mate e lendo um livro. A água do rio funciona como uma hidromassagem: por ser raso, dá para sentar e ficar só curtindo a correnteza gostosa.


Mais tarde fomos para Villa Carlos Paz e lá o mesmo rio estava abarrotado de gente, parecia a Praia Grande!!! Gente para todos os lados, muitos carros estacionados...seguimos em direção ao Lago San Roque. No lago havia veleiros, botes e jet skiesTomamos um helado gigante de dulce de leche, caminhamos pelo lago e seguimos até Córdoba.
Fizemos algumas compras no mercado e preparamos nosso jantar na casa da Ana Paula: nosso tradicional risoto de pêra com gorgonzola, e ao invés do vinho branco usamos um Malbec Santa Julia (Família Zuccardi). Delicioso!

15o dia - 10.01.09: San Rafael/Merlo

Resolvemos ir de San Rafael direto para as altas cumbres na província de Córdoba. A estrada pelo que o mapa mostrava não passava perto de muitas cidades e as poucas que havia no caminho eram bem pequenas. Mais uma vez passamos por uma paisagem deserta, só pasto, pasto e vegetação rasteira, a estrada uma reta só.
O caminho seguia passando pela província de San Luís, beirando a capital com o mesmo nome. Um pouco antes da capital passamos na entrada para os salares mas achamos que seria muito longe e resolvemos não passar por lá (uma pena pois depois vimos em um guia da província fotos dos salares, muito lindo!).
Depois de San Luís devíamos pegar uma estrada mas as indicações estavam um pouco confusas e acabamos perdendo a saída. Fomos então por outra estrada secundária, que também ligava a Merlo. Estrada em ótimo estado beirada por mais plantações de girassóis, as mais lindas da viagem!!!!!!!!


Chegamos em Merlo à tarde, com o tanque de gasolina quase que esgotado (para meu desespero! - Mari). No primeiro posto que passamos não tinha nafta (gasolina) mas para nosso alívio no outro tinha. Enfim, fomos no posto de informações turísticas onde nos deram algumas dicas sobre a cidade e um mapinha. Lá tiramos uma dúvida que não queria calar: o que era afinal o tal do chivito que todos restaurante e botecos de estrada de San Rafael ofereciam. Segundo a mulher das informações era uma espécie de lechone (leitão/porco). Nos sugeriram ir ao Mirador del Sol e a um rio onde poderíamos nos banhar.

O rio era lindo, com águas claras e bem límpidas. Havia muita gente ali, famílias, crianças, casais, gente de tudo quanto é idade. A água estava uma delícia, gelada e refrescante! Depois de um mergulho e algumas fotos resolvemos provar o tal chivito, mas devido ao horário não estavam mais servindo.

Próximo dos botequinhos havia vários bodezinhos e um deles subiu na mesa, tentando comer as folhas da árvore. Ajudei o pobre coitadinho a comer as folhinhas dando na boca do bode! Hahaha...



Voltamos então pra cidade e após ficarmos encantados com Merlo, decidimos que ficaríamos até o dia seguinte e só então seguiríamos para as altas cumbres de Córdoba. Vimos em um HI se havia vagas mas só tinha quarto coletivo, então ficamos em um Hotel próximo chamado Torres del Sol. Por um preço razoável, conseguimos vaga nesse hotel com vista para as montanhas e com uma piscina muito boa.

Queríamos provar o chivito então fomos em um restaurante indicado pelo guia/mapa da cidade chamado Reina Mora. Chegando lá só havia um prato com chivito, muito grande para dois e bem salgado o preço. Pedimos então uma entrada de hongos parrilleros (MARAVILHOSA!!!!) e o tradicional bife de chorizo mas com temperos diferentes. Para encerrarmos com chave de ouro uma panqueca de dulce de leche com calda de chocolate e crocante de caramelo. Depois disso foi só dormir de barriga pra cima! Hahaha...

12 de jan. de 2009

14o dia - 09.01.09: Mendoza/ San Rafael

Acabamos saindo um pouco tarde de Mendoza e pegamos o movimento do pessoal que estava acompanhando a saída das equipes do Rally sentido Uspallata.
A cidade já estava uma loucura novamente!!
Erramos a saída e acabamos entrado em Godoy Cruz. Por sorte paramos em um posto e vimos que um dos faróis estava queimado. Tivemos que ir a outra estación de serviço porque esta nao tinha loja com equipamentos elétricos. Trocado o farol, seguimos viagem.
No meio do caminho cruzamos com VÁRIOS caminhoes e jipes do Rally Dakar.

Chegando em San Rafael paramos no posto de informações. Na frente havia 2 caminhões brasileiros parados e várias pessoas fotografando (sem a equipe). Aproveitamos para tirar umas fotos também. Na central de informações pegamos umas dicas (as mesmas dos brasileiros que conhecemos ontem na chegada do Dakar): Lago Nihuil e Valle Grande. Descobrimos também que a cidade estava lotada e que provavelmente não conseguiríamos vaga nas cabanas em direção ao valle grande.
Acabamos ficando em um chalé pouco depois da cidade. Bem simples, mas achamos melhor nos garantirmos. Depois de deixar as bagagens no chalé fomos em direção a Valle Grande. O lugar parecia um oásis, no meio do nada, em uma região deserta, surgiram corredeiras de águas esverdeadas. No meio do caminho vimos vários lugares com rafting e muita gente também.

A estrada até o dique é tranquila, aí então começa a estrada de terra que atravessa o Canion do rio Atuel, cheia de precipícios e com alguns buracos. Ao todo, da cidade até o Lago Nihuil, são cerca de 75 km, sendo metade nessas condições.

Passamos por uns 3 diques, com água muito linda, e em todo trecho havia gente nadando, tomando um mate, fazendo um piquenique com a família embaixo de uma árvore.
Paramos no Lago Nihuil ao lado de um monte de carros, todos levavam cadeiras de praia, comida, preparados para passar o dia ali em família.
Finalmente conseguimos parar para mergulhar e aproveitar a água que estava bem refrescante.
Voltamos para a cabana, desta vez pela ruta principal e asfaltada.
À noite fomos jantar no centro da cidade. A medida que as horas vão passando eles vão fechando as ruas para que não passe carros (peatonal) e os restaurantes colocam as cadeiras no meio da rua. Comemos, pela primeira vez na viagem, uma milanesa! Como de costume, gigantesca!
Para encerrar tomamos um helado de dulce de leche e de kinder ovo, igualmente gigante.

13o dia - 08.01.09: Mendoza (Dakar)

No cafe da manha do hotel encontramos uns 3 gringos com camisetas e crachas do Dakar. Eles eram da organizacao, faziam a verificacao dos pontos de passagem dos participantes do rali. Um dos caras ate procurou um guia pra me dar mas nao achou, ele disse que logo o pessoal estaria chegando na cidade, e que iriam para o estadio municipal.
Pegamos o carro e fomos no Parque San Martin, onde fica o estadio e varias outras coisas. Subimos no Cerro de la Gloria, onde ha uma escultura bem complexa sobre a vitoriosa campanha de San Martin de travessia dos Andes que se deu proxima daquele ponto da codilheira. Sobe-se de carro ate la e tem uma vista muito boa dos Andes e de parte do parque. Do lado da escultura estava um senhor vestido com trajes militares que contava a historica travessia a quem quisesse ouvi-lo, ele inclusive orientava quem quisesse tirar fotos onde se conseguir o melhor angulo, figura.
La de cima ouvimos um helicoptero e umas buzinas bem altas, eram os caminhoes do Dakar chegando. Descemos e a zona estava completa no parque, um guarda mandava os carros para um lado, outro para outro lado, resolvemos parar o carro e ver o que estava acontecendo. Animal, paramos numa rua do lado de onde passava o pessoal do Dakar. Tiramos varias fotos com os carros e caminhoes, vimos poucas motos e nenhum quadriciclo. O povo estava enlouquecido, cada veiculo que passava a galera fechava a rua e ficava tirando foto, tocando na lataria, o pessoal do rali tambem se divertia, tocava a buzina, batia na mao das pessoas, teve um cara de um caminhao que pegou um bebe ate, hahaha. Um tiozinho doido parava todos os veiculos e a mulher dele tirava foto, o cara tava doido, o caminhao vindo e ele se metia na frente pedindo por favor pro cara parar. Depois de uma meia hora la olhamos pro final da rua e nossa, a galera tinha se multipicado!!!
(continua depois)

12o dia - 07.01.09: Viña del Mar/Santiago/Mendoza

Hoje acordamos cedo e depois de resolvidos os últimos detalhes em Viña, fomos a Santiago. Como o tempo estava corrido resolvemos só passar pela cidade para conhecer uma ou outra coisa.

Palacio La Moneda - Santiago


Cerro San Cristobal - Santiago

Passamos pelo centro mas nao paramos. Vimos algumas construçoes antigas e passamos pela frente do Palacio La Moneda. Seguimos em frente até o Cerro San Cristobal. Resolvemos subir de funicular (uma espécie de carrinho ou elevador). O funicular sai de um bairro boêmio chamado Bella Vista, cheio de barzinhos e restaurantes bonitinhos e ajeitados. Do Cerro pudemos avistar toda a cidade e parte da cordilheira, que estava um pouco encoberta por uma névoa.
No Cerro resolvemos experimentar algo bem tradicional por ali: mate com calda de pêssego e milho no fundinho. Muito delicioso e refrescante!!

Mate com melado de pêssego e milho

Continuamos entao nossa viagem a Mendoza. Pegamos desta vez uma outra estrada, que ligava Santiago a Los Andes, de onde tomamos a mesma ruta até Los Libertadores, na fronteira Ch/Arg.

Para nosso espanto, praticamente nao havia viva alma na fronteira sentido Argetina/Chile. Só uns 10 carros...perto das 7 horas que passamos aquilo foi impressionante. Olhávamos para aquela estrada deserta e lembrávamos da terrível espera 3 dias atrás!!!
De volta à Argentina
Uspallata
Uspallata
Potrerillos

Bom, passamos tranquilamente pela fronteira sentido Argentina e chegamos relativamente cedo em Mendoza. Mais uma vez fomos até o Ibis ver se tinha vaga (afinal, há 3 dias atrás quando fomos para Uspallata havia de sobra) e para nossa surpresa estava tudo lotado.

Foi entao que nossa ficha caiu: o Dakar!! A cidade estava cheia em funçao do Rally Dakar, que iria passar pela cidade amanha.
Lembramos entao do hotel que os capixabas haviam ficado e tínhamos pesquisado na internet sobre ele também. Ligamos e já do celular reservamos uma habitación. O melhor de tudo era que desta vez ficaríamos bem no centro da cidade, em frente a Plaza San Martín.
Chegamos no hotel, deixamos nossas bagagens e fomos jantar em no restaurante Albahaca, de comida argentina contemporânea, por um preço mais acesível. Comemos um escalope com salsa de malbec e um fettucine com langostinos e camarones. Para acompanhar, finalmente abrimos uma garrafa de Malbec. Além da comida deliciosa, o restaurante tem mesinhas do lado de fora, muito gostoso nos dias quentes.

7 de jan. de 2009

11o dia - 06.01.09: Viña del Mar/Reñaca/Valparaiso



Logo cedo fomos andar pela Avenida Costanera de Viña e finalmente vimos o Pacífico. O dia estava muito lindo, céu e mar muito azuis. Apesar do sol ninguém entrava na água. Descobrimos mais tarde que apesar a água ser limpa, nao era permitido entrar na água por causa de sua intensidade.

Caminhamos mais um pouco até um posto de informaçoes turísticas, onde nos orientaram pegar um microonibus até Reñaca (o cara do Hostel em Uspallata havia dito que lá era melhor que Viña e Valparaíso). Chegando lá descobrimos onde tinham ido parar os milhares de argentinos com quem cruzamos nas estradas desde a divisa com o Chile. Reñaca estava abarrotada de argentinos com seus penteados e cortes extravagantes,por todos os lados. Achamos que mais de 80% ali era argentino.
Depois de aproveitarmos um pouquinho a praia, resolvemos procurar algo para comer. Queríamos algo bem típico, pensamos em frutos do mar ou alguma carne, mas no final optamos pelo COMPLETO. Um cachorro quente cheio de palta (um tipo de abacate, mas nao é doce!!). Adoramos!!! Muito bom mesmo!
Voltamos entao para Viña e passamos por um Museu em que há na frente uma das estátuas Rapa Nui, da Ilha de Páscoa.
Fomos de microonibus entao até o Parque Vergara. O parque é antiga residência de uma família da aristocracia chilena, tem um casarao que pertenceu a filha mais nova e um jardim com diversas espécies de plantas de várias partes do mundo (inclusive do Brasil). Lá há também um anfiteatro onde sao realizados os festivais e shows da cidade.
De lá resolvemos pegar o metrô até Valparaíso. Pensávamos que lá encontraríamos mais praias mas no fim descobrimos que é uma regiao mais portuária, parecida com Santos. Descemos em uma estaçao próxima ao porto e fomos até um píer de onde podia-se avistar parte de Viña e Valparaíso. Sentamos em um bar ali perto e experimentamos uma cerveja local muito gostosa.
À noite fomos a um restaurante japonês perto do Hotel, chamado Sushi Home. Além de comermos um salmao fresquinho, experimentamos alguns sushis com palta (abacate) por dentro e por fora. Muito bom!!!
Adoramos tudo em Viña, a cidade é muito gostosa, bem cuidada e ajeitada. Com uma paisagem linda, cheia de bares e restaurantes.

6 de jan. de 2009

10o dia - 05.01.09: Mendoza - Viña del Mar

Passamos nada mais nada menos que 7 horas e meia na fila para atravessar a fronteira da Argentina com o Chile. Uma falta de respeito total com tantas pessoas, familias, idosos e criancas. Mas enfim, chegamos a Viña del Mar as 22h30!!!!! Ufa!

Primeiro dia da viagem em que pegamos estrada a noite. Gracas a Deus aqui escurece tarde e ate umas 21h e pouco ainda estava razoavelmente claro.
Chegamos em Viña perdidos, sem orientacao nenhuma, sem hotel, praticamente zerados de pesos chilenos. Por sorte encontramos ao acaso um hotel bem bacana e muito bem localizado.
Saimos para caminhar pela rua do hotel atras de um restaurante e descobrimos varias opcoes. A cidade parece ser muito legal, ajeitadinha, bonita, cheia de bares e restaurantes, com muita gente passeando pelo bairro.

9o dia - 04.01.09: Mendoza/Uspallata/Pq Nac. Aconcagua




Nos encontramos com a familia capixaba e saimos cedinho de Mendoza em direcao a Uspallata. Para nossa felicidade, logo no inicio da estrada pudemos avistar os Andes e os picos nevados (as montanhas mais proximas da cidade estao secas, sem nenhum gelinho sequer). A paisagem è maravilhosa!!! Nos dà vontade de tirar fotos a cada segundo pra guardar essa imagem pra sempre!
A estrada estava bem carregada de carros e caminhoes mas era tranquila e estava em boas condicoes. Passamos por alguns cerros que no inverno funcionam como estacao de esqui, nada de neve, nem em Potrerillos, nem em Los Penitentes.
As montanhas em Uspallata sao impressionantes, com variacoes de cores em tons vermelhos e amarelados, com um clima meio de deserto. Paramos um pouco antes de chegarmos a cidade para tirarmos fotos.
No caminho observamos tambem que havia um Hostelling International bem proximo a cidade.
Tambem paramos para abastecer e esticar as pernas em um posto na saida da cidade, onde se concentravam muitas pessoas, turistas e caminhoneiros.
Seguimos viagem, parando somente na Puente de Inca, uma ponte natural formada por pedra e areia, de coloracao amarelada e alaranjada. Segundo diz a lenda, um chefe inca resolveu levar o filho que estava doente para se banhar nas aguas milagrosas do degelo. Seus guerreiros deram os bracos para que ele passasse sobre o rio e estes guerreiros viraram entao pedras, por onde o chefe inca e seu filho puderam atravessar o rio.
Proximo a ponte ha varias lojinhas, hostels, lanchonete e kiosco. Como ela fica muito perto do Parque do Aconcagua, muita gente se hospeda por ali. Ha tambem uma construcao de um antigo hotel que foi destruido por uma avalanche. Os hospedes desse hotel haviam saido um dia antes da avalanche, sendo atingidos apenas os donos. Hoje sò ha alguns destrocos.
Mais a frente paramos no Pq do Aconcagua. Esperavamos que o mirador nao tivesse uma visao tao ampla do cerro, mas ficamos impressionados com a vista e com a beleza do lugar. Uma paisagem bem diferente do que vimos em El Chalten, na Patagonia. Ali è tudo mais seco, sem arvores e com vegetacao rasteira.
Encontramos um casal de paulistas que ia fazer uma trilha de 3 dias pelo Parque. Parece que eles tem um controle grande de quem entra no Pq., sendo necessario fazer um exame medico que mostre que voce tem resistencia para a caminhada e alem disso, precisa de um visto pra entrar. Para quem sò vai ao mirador nao è necessario tudo isso. Basta pagar 5 pesos para entrar no parque. Na trilha para o mirador, se passa por duas lagunas muito lindas tambèm. O volume de agua das lagoas varia conforme a quantidade de neve que cai no inverno. Achamos que este ano estava bem escasso.


Saindo do Parque em direção ao Cristo Redentor demos carona a um casal de porteños que estavam indo para lá também. Acredite se quiser: o cara era um argentino, vegetariano e não gosta de futebol. Muito gente boa o casal!
O Cristo fica bem divisa com o Chile, e era a única coisa que sabíamos. Chegando la fomos orientados a subir bem devagar, usando no maximo a 2a e que fariamos os ultimos metros a pe porque a neve impedia que os carros continuassem! Hahaha, o negocio era alto pra burro! Comecamos a subida, estilo ziguezague, com um barrancão do lado, estrada super estreita e a tensão no ar. Chegando no quase no topo paramos o carro do lado de um pedacao de neve, tinha gente aproveitando pra tirar umas fotos lá. Subimos o resto a pé, um vento e um frio de matar.


(continua depois)