31 de dez. de 2008

3o dia - 29.12.08 : Corrientes-Miramar (Mar Chiquita)

Acordamos, tomamos café e saímos em direcao a Reconquista, que fica do outro lado do rio na província do Chaco. Chegando em Reconquista procuramos por algum posto de gasolina na beira da estrada mas nao encontramos nenhum do nosso lado da pista. Paramos para perguntar para um guarda e acabamos dando carona ao policial. No meio do caminho descobrimos que este senhor era responsável pela fiscalizacao desta estrada no Chaco. Deixamos o chefe da gendarmeria em Basil, onde acabamos passando reto na barreira policial, gracas a nossa carona.

No caminho vimos cerca de 400km de plantacoes de girassol e milho. As cidades sao pequenas, com construcoes simples, mas muito bem cuidadas. Grande parte das cidades nao se vê da estrada, vemos apenas o acesso e a reta é tao comprida que nao se vê o povoado.
Na hora do almoco, paramos em Resistência para comermos algumas empanadas e comprar alguns petiscos pra viagem. Só paramos novamente entao em San Justo, para abastecer o carro. Alguns poucos quilômetros depois resolvemos cortar caminho até Mar Chiquita. Entramos na cidade Emília e pegamos uma pista local. A estrada, apesar de ser local estava em ótimas condicoes e o melhor: nao tinha muito tráfego de carros e caminhoes.
Pegamos boa parte de estrada asfaltada e cerca de 40km de terra, em boas condicoes também!
De quebra ainda cruzamos com novas paisagens, novas plantacoes de girassol, pastos, cultivos de soja e rolos de fenos. Passamos por cidadezinhas pequenas mas muito bem cuidadas e aconchegantes, com ruas arborizadas e jardins cuidados.

Chegamos entao a uma via secundária que levava diretamente a Cotagaita (referência que tínhamos para chegar a Mar Chiquita). Passamos por uma estacao de trem com este nome e percebemos que teríamos que seguir em frente, pois olhando no mapa a cidade para se hospedar à beira do lago era Miramar.
Chegando em Miramar ficamos encantados com o clima da cidade e com a bela paisagem. Paramos em um pequeno hotel chamado La Aldea. Igualmente encantador: Mara, a dona da pousada, foi muito acolhedora e nos levou a habitación, com uma vista maravilhosa, de frente para a laguna, por um preco muito bom.
Nos arrumamos e saímos para curtir a praia. Mar Chiquita é um lago com 60km de largura e 90km de extensao, com grande porcentagem de sal. Conversando com Mara descobrimos que há muitos casaroes e 5 hotéis submersos, atingidos por 2 grandes enchentes que devastaram grande parte da cidade.
Da areia é possível avistar alguns destrocos e entulhos das casas que foram destruídas pela inundacao.
Entramos na agua com uma sensacao esquisita devido à grande quantidade de sal e areia no lago. Saímos um tempo depois e fomos para piscina do hotel, onde aproveitamos para finalmente descansar, observando o entardecer no lago.

A noite demos uma volta na rua principal que é cheia de bares, lojas e restaurantes simples. Decidimos provar o Peje Rei ao molho de champignon, uma delícia!!!
Voltamos para o hotel e conseguimos descansar mais cedo.

2o dia: Foz-Corrientes

Acordamos e fomos atravessar a fronteira. Dessa vez, como nao iriamos voltar no mesmo dia, precisamos registrar a entrada na Argentina e mostrar os documentos. RG OK! Documento do carro OK! Carta verde "Hay un problema, esta carta verde no es internacional"! Pensei que so por ser carta verde ja seria internacional, mas o guarda disse que nao. Peguei entao a Extensao de Perimetro do Seguro, que trazia a referencia sobre cobertura em outros paises, incuindo Argentina. Ai sim fomos liberados, como a fila atras de nos tinha crescido, passamos sem uma revista maior no carro. Recuperados do susto cotinuamos a viagem.
Saindo de Puerto Iguazu a estrada segue com longas retas, longas subidas e longas descidas. Do alto dava pra ver como a reta era longa e cheia de picos. Passamos por alguns postos policiais mas nao fomos parados em nenhum. As subidas iam sumindo e as curvas aparecendo. Entao comecamos a passar por pequenas vilas, onde a velocidade cai de 80 para 60 km/h. Fomos ultrapassados por uns 10 jipes brasileiros com adesivos de uma expedicao para o Atacama. Aproveitamos o corta-luz e seguimos com uma velocidade maior que a permitida, colados no ultimo jipe do comboio.
Entramos em Posadas para comer algo, parecia uma cidade fantasma. Paramos num cafe do centro, que parecia ser o unico aberto. E uma cidade media e com muitos hoteis no centro. A parte mais legal e a Costanera, as margens do rio, com muitos bares e vista para Encarnacion, no Paraguai, e para a grande ponte que liga as duas cidades. Continuamos a viagem e comecaram as grandes retas planas. Depois de Posadas nao ha mais subidas nem curvas, a estrada e plana e reta, cercada de pastos enormes com pouco gado.
Ha uns 80 km de Posadas temos Ituzaingo, uma cidade turistica com praias de rio. Pelo que vimos no jornal, muita gente deve ir para la nessa epoca do ano, ja que o calor tava detonando. Entramos na cidade mas estava tudo vazio, deve ser pela siesta do pessoal. Fomos ate a margem do rio mas havia poucas pessoas, de la vimos que havia uma outra praia mais longe, com quiosques e tudo, mas nao fomos ate la.
Voltamos para a estrada e as longas retas continuaram, com muito pasto, pouco boi e raros carros e caminhoes.
Chegando em Corrientes ha algumas cidades e o trafego aumenta. Entramos na cidade e fomos ate a costanera, onde muita gente tomava sol, caminhava, ouvia um som no carros. Muito legal, parece uma cidade de praia mesmo. Sobre a costanera passa a ponte que liga a cidade a Resistencia. Fomos para o centro procurar o hotel San Martin. O hotel e bem confortavel e fica perto do calcadao e da costanera. Comemos umas empanadas no calcadao mesmo e fim do dia.

Dani e Mari

1o dia: SP-Foz do Iguacu

A viagem para Foz é bem tranquila. Saimos de SP e pegamos a Castelo ate Ourinhos. A estrada esta muito boa e toda duplicada, com pedagios. Depois seguimos as placas para Londrina, Maringa, Cascavel e Foz do Iguacu. Ha alguns trechos duplicados e outros com duas pistas para cada mao, todas bem conservadas e com pedagios, permitindo uma boa velocidade por todo percurso. Parando poucas vezes, levamos 10 horas e meia de SP a Foz.
Como ja estava comecando a escurecer e estavamos cansados, ficamos no Luz Hotel, do lado da rodoviaria e antes do centro da cidade.
A noite, resolvemos jantar do lado argentino, em Puerto Iguazu. Passar pela fronteira e bem tranquilo, ainda mais informando que so iriamos jantar, nem foi preciso fazer o registro de entrada ou checar o documento do carro, bastou mostrar o RG e entramos na Argentina. Demais, acordamos em SP e iriamos jantar na Argentina. Pena que o restaurante nao ajudou, fomos no La Rueda, numa rua cheia de restaurantes. So para sermos atendidos esperamos uns 20 min. Para o prato chegar entao, mais 1 hora! O peixe nao estava tao bom, mas tudo bem, valeu a experiencia. Voltamos para o hotel e fomos dormir mais tarde que queriamos.

Dani e Mari

26 de dez. de 2008

Preparação

Para uma viagem como esta, passando por Argentina e Chile, a burocracia é bem pequena. São necessários os seguintes itens:

- Carteira de Identidade com foto atual

- Carta de Motorista válida

- Documento do carro

- Seguro Carta-Verde (que você consegue com a sua corretora de seguros, por uns R$ 80 para o período de 1 mês)

- Extensão de perímetro de seguro (para você ter os mesmos benefícios em outros países)

- (Autorização para conduzir veículo de terceiro, com firma reconhecida no consulado do país: apenas no caso do documento do veículo não estar no nome de quem vai dirigir)

Para a Argentina também é necessário:

- Cambão (pedaço de ferro com correntes para guinchar o carro)

- Dois triângulos

- Maleta de primeiros-socorros


Para evitar dores de cabeça, principalmente no norte da Argentina, onde é público que a polícia rodoviária pede uma ajuda financeira por qualquer motivo, é importante que o carro esteja o máximo possível original, sem insul film, engate, etc. Além disso, nesse pedaço principalmente, é importante não se ultrapassar os limites de velocidade.

1 de dez. de 2008

Começo



Aqui começa o blog que irá contar a história de uma viagem: São Paulo a Mendoza de carro, iniciando no final de dezembro/08 e terminando no final de janeiro/09.

O blog possui algumas finalidades:
- permitir que amigos e familiares acompanhem nossa viagem
- servir de referência e estímulo (espero!) para pessoas que pensem em fazer o mesmo
- fazer com que nos lembremos de momentos da viagem daqui um tempo

Nosso roteiro previsto, que pode sofrer mudanças, já que essa é a intenção ao se escolher fazer uma viagem de carro, passa pelas seguintes cidades: Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Posadas, Corrientes, Resistencia, Reconquista, Santa Fé, Córdoba, Alta Gracia, Villa Carlos Paz, Mendoza, Uspallata, Santiago/Chile, São Borja/RS e São Miguel das Missões/RS.




Desde logo peço que os visitantes do blog mandem dicas sobre essas cidades e outras próximas ao nosso caminho.


Abraços,

Daniel e Mari